Entre os familiares, ele é conhecido por Mário da Luz Duarte Tavares. No mundo artístico Márius foi a escolha dele. Nasceu na cidade da Praia, Cabo Verde, onde aprendeu a tocar a guitarra. Tinha apenas 13 anos de idade. Já em Portugal, o seu amor pela música cresceu mais até que a sorte lhe abriu as portas. O seu primeiro álbum já está à venda e chama-se "Acredita". E a conversa que se segue é de se acreditar mesmo.

Afrowave.com: Seja bem-vindo à Rádio Afrowave...
Márius: O prazer é todo meu e desde já agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Afrowave.com: Fazes parte da nova geração dos cantores africanos a viver em Portugal. Como é que este facto tem ajudado a tua carreira musical?
Márius: Tem me ajudado bastante na medida em que tenho tido oportunidades na divulgação do meu trabalho e para mim isto é muito importante.

Afrowave.com: Há quanto tempo é que vives em Portugal? E já eras cantor antes da tua chegada a Portugal?
Márius: Já vivo aqui há 8 anos. Não era cantor, mas sim amante da música e que trouxe na bagagem o sonho de um dia poder gravar um disco.

Afrowave.com: Diz-me como foi possível ganhar a confidência e finalmente gravar o teu primeiro álbum?
Márius: Sempre gostei da música, e em Cabo Verde já fazia uns acordes e as minhas primeiras composições. Chegando aqui em Portugal toquei muito em bares com a minha banda. Estando nesse meio. Conheci muitas pessoas e mostrei-lhes o meu interesse em gravar um álbum e foi este sonho que se tornou numa realidade agora.

Afrowave.com: Dá-me a impressão de que a maior parte do teu CD foi feito por Tino MC. Será mais fácil trabalhar com um número limitado de pessoas?
Márius: Há quem goste de trabalhar só com um produtor e outros que gostam de trabalhar com vários, mas no meu caso foi mais por uma questão de afecto, amizade e confiança que tenho em Tino MC.

Afrowave.com: Agora, fale-me deste teu trabalho, "Acredita".
Márius: É um trabalho que foi feito com muto sacrifício, digo isto porque bati em muitas portas. Como sabem, no começo tudo é difícil mas acreditei e finalmente conseguí. É um disco diferente e espero que as pessoas gostem.

Afrowave.com: E acreditas no teu sucesso como cantor?
Márius: Acredito mais em mim do que no sucesso. Quero fazer aquilo que gosto e aprender muito, aliás ainda tenho muito que aprender na música, e que chegando lá, direi que sou um cantor de sucesso.

Afrowave.com: Tenho acompanhado os teus desdobramentos como artista; tens participado em muitos concertos e digressões. Como é que o público tem acolhido o teu trabalho?
Márius: Sinto-me concretizado, o meu trabalho está há pouco tempo no mercado, mas já participei em muitos concertos, algo que me deixa muito contente e o público tem gostado porque sempre fui bem recebido e agora sinto a missão de fazê-los vibrar.

Afrowave.com: Como é que tem sido o teu relacionamento com outros artistas e músicos, cabo-verdianos e pessoas de outras nacionalidades?
Márius: A música tem me dado muita coisa boa e umas dessas é conhecer pessoas ligadas à música que eu nunca imaginava conhecer. Já estive em digressões com alguns que já são muito conhecidos. Têm sido muito bons e hoje muitos deles considero-os amigos.

Afrowave.com: E quem são estas pessoas?
Márius: Patché de Rima, Tino MC, Deusa, Hélvio, Jorge Neto, e muitos outros.

Afrowave.com: Mário, deve ter ídolos --- quem são?
Márius: São muitos!, gosto de ouvir Corneille, Brian Adams, Beto Dias, Marvin Gye, enfim..

Afrowave.com: Que projectos futuros imediatos para ti?
Márius: Por enquanto vou promovendo o meu disco, participando noutros projectos, fazendo shows e trabalhar muito e só depois pensar no meu próximo disco que terá que ser melhor que o "Acredita".

Afrowave.com: Bem, desejamos-te o melhor e boa sorte na tua carreira musical.
Márius: Obrigado! Mais uma vez agradeço o apoio da afrowave e de todos aqueles que me têm ajudado na divulgação deste meu trabalho. Um abraço Ao Virgílio, Ricardo, Zig, Kinha, Tino MC, Patché, Zizi, Carlos Juvandes, Goreth e aos Queens Of the Night, Alcibiedes, enfim a todos os meus amigos que me apoiaram desde sempre. E também a toda à minha família.

Entrevista por  Umaro Djau